quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Cuidando da doutrina

A temática doutrinária, é de suma importância. E ao reflectir sobre o assunto visualizava em minha mente inúmeros versículos bíblicos com ele relacionados. Longe de pensar, que o salmo do Pastor, tivesse algo a ver com os princípios básicos da santa doutrina, ele apareceu entre os meus pensamentos, impondo-se, querendo ocupar o seu lugar nesta matéria.
O Salmo 23, ganhou com toda a justiça popularidade no meio cristão. É um salmo confortador, símbolo do cuidado e protecção de Deus, para com aqueles que são seus. Longe de ser um compêndio doutrinário, ele fala-nos poeticamente de verdades essenciais, que ao descurá-las, o crente em Deus, põe em risco a sua alma.
Devo dizer, que em primeira análise, doutrina é tudo o que é objecto de ensino e disciplina. Não pode nem deve ser falsificada. Não deve ser aplicada segundo o critério e vontade humana. Não é facultativa, é tema obrigatório, jamais deve ser omitida, é como negar pão ao faminto, pura crueldade.
Ao conversar com alguns cristãos, tenho observado que muitos nem sabem o que é doutrina, outros confundem-na com algo que eu nem sei como definir, e ainda outros dizem-me o seguinte: o importante é crer em Jesus Cristo, doutrina, cada um prega na sua igreja o que achar melhor. Não sei o que deva chamar a isto: se ousadia ou pura ignorância.
Como se pode alimentar o rebanho do Senhor e protege-lo das ciladas do diabo, se não fizermos uso da pura e santa doutrina, que para nós é como pasto verdejante e manancial de águas tranquilas? É ela quem nos guia pelas veredas da justiça, cujo fim é a vida eterna.
Ao descurá-la, muitos andam pastando em baldios, ingerindo pasto nocivo, e vivendo à mercê do inimigo.
Doutrina é algo sério, mas não complicado, costumo dizer que ela é quadrada, não que seja ultrapassada ou antiquada, mas simplesmente que a mesma é inalterável, não pode ser moldada aos nossos tempos, nem segundo as conveniências dos homens. Ela é por natureza: concisa, específica, objectiva e explícita. Não posso, nem tenho autoridade, para ensinar seja o que for como eu quero, doutrina simplesmente não é elástica. Um pequeno desvio e logo ponho em risco não só a minha alma como a daqueles que me ouvem.
Jesus disse algo em relação aos fariseus, que nos deveria fazer pensar: “São condutores cegos: ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.” Mt 15:14. Claro está, que Jesus não se referia à cegueira física, nem a um buraco no meio do caminho. Referia-se obviamente a falsos ensinos que inevitavelmente conduzem à perdição eterna. Disse mais: “mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.” Mt 15:9.
O apóstolo S. Paulo tinha uma preocupação, toda ela especial com a doutrina do seu Senhor, escreve ele o seguinte: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina, persevera nestas coisas; porque fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” I Tm 4:16. Conjuro-te, pois diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há-de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes, a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina:” porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores, conforme as suas próprias
concupiscências; a desviarão a muitos da verdade.” II Tm 4:1-4. “Tu porém, fala o que convém à sã doutrina. Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de vós.” Tito 2:1, 7, 8. O principal objectivo da doutrina pura e imaculada: “é que sejamos edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual, todo o edifício, cresce para templo santo no Senhor.” Efésios 2:20, 21.
Por conseguinte, doutrina é toda a verdade básica, que todos os cristãos devem crer, independentemente da sua cor religiosa, caso contrário apenas envergonham o Senhor da glória. Disse Jesus: “Aquele que tem os meus mandamentos, e os guarda, esse é o que me ama … e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.” João 14:21, 23. “A mesma também nos serve de vara de correcção, corrigindo nossas vidas pecaminosas, disciplinando-nos como verdadeiros filhos de Deus. Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho.” Hb 12:6.
O rei David ao escrever o salmo 23, ele conhecia muito bem o significado, da vara e do cajado, pois na sua juventude ele fora pastor de ovelhas. Com a vara as conduzia e com o cajado, aquele bordão encurvado numa das extremidades, salvava toda aquela ovelha que caísse em algum abismo. Quando já adulto, este nobre homem, deixou-se levar pela cobiça, e cometeu adultério com a mulher do seu próximo e o matou. Como consequência dos seus actos, a vara do Senhor, pesou muito sobre ele, para sua correção e salvação. Por isso podia dizer: “a tua vara e o teu cajado me consolam.”
Deveríamos cuidar tão bem da doutrina, como Adão cuidava do jardim de Deus, pois ela é a nossa árvore da vida, cujas folhas, são cura para as nações e o seu fruto o regalo dos fiéis. É o nosso Éden. Se não cuidarmos da doutrina, virá o diabo e semeará o joio em nossos corações e mentes, e sufocará a seara do Senhor, por fim secará e será lançada no fogo. Por vezes gosto de usar a seguinte ilustração: veneno pode matar-nos o corpo, mas falsa doutrina leva-nos inevitavelmente ao inferno.
Creio que entre cristãos, pode muito bem haver lugar para a diferença, mas jamais poderá haver divergência doutrinária. Não há lugar para duas doutrinas, caso isso aconteça, a segunda é do diabo. Há um só Deus, também uma só doutrina. Em questões externas, podemos muito bem nos diferenciar, não é isso que faz de nós, bons ou maus cristãos. Mas aquilo que cremos, confessamos e praticamos é que dita as regras.
Adão e Eva ao darem ouvidos ao inimigo, puseram em causa a pura doutrina do Senhor, que lhes assegurava a vida eterna, ao transgredi-la acarretaram consequências nefastas, não só para eles mesmos, como para toda a humanidade, e até mesmo para o Filho de Deus.
Tenho observado, que os cristãos do tempo presente estão muito mal nutridos, por negligenciarem o sólido mantimento doutrinário. Os sermões que se pregam, na sua maioria são futilidades. Aposta-se muito em curas, milagres e dons espirituais, sem se questionar a sua origem, ou até mesmo a fraude, no entanto despreza-se a santa doutrina. Na atualidade, o diabo está como nunca esteve, para além dos demónios que o servem, ainda tem muitos colaboradores cristãos, que trabalham para ele gratuitamente, fazendo de Jesus mentiroso.
Disse Jesus: “Quem crer e for baptizado será salvo.” Mc 16:16.
Dizem os tais: “o baptismo não salva! O baptismo destina-se aos salvos!” Dizem mais: “o baptismo, é um acto público em que damos testemunho de uma conversão e entrega a Cristo, que já aconteceu!” Isto é apenas um exemplo entre muitos, não vou deter-me agora a enumerá-los todos para não maçar nem criar confusão. Mas o facto é que a igreja do Senhor, tem muitos lobos infiltrados, disfarçados de ovelhas.
Os milagres e as curas, Deus os opera segundo a sua soberana sabedoria, no momento oportuno para promover a sua glória, sem que seja necessário que o forcemos. Quanto aos dons espirituais, ele os reparte e cada um para aquilo que for útil e não para promover o ego de quem quer que seja. Mas quanto à doutrina, fala-nos ternorosamente pela boca de Moisés: “Goteje a minha doutrina como a chuva, destile o meu dito como o orvalho, como o chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva.” Dt 32:2.
Estas palavras me sensibilizam muito, posso ver nelas o quanto o bom Deus nos quer bem. Também em tom de lamento, disse certo dia Jesus: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das suas asas, e tão não quiseste.” Mt 23:37. Este é o trabalho da doutrina sã, ajuntar e proteger os filhos de Deus, para que jamais se possam perder e cair nas garras do inimigo.
O mundo vai de mal a pior, e a igreja está deixando-se levar pelos novos ventos do ecumenismo, em nome da paz.
Em termos doutrinários, não se pode falar de paz. Que consenso há entre a luz e as trevas? Que harmonia pode haver entre cristãos, Judeus e islâmicos? Na verdade são todos monoteístas, creem num único Deus, mas rejeitam o Filho que Ele enviou. Disse Ele: “ se não crerdes que eu sou, morrereis nos vossos pecados.” João 8:24. Quanto à paz disse Jesus: “Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.” Mt 10:34. A espada de que Jesus fala, não se trata de um bocado de aço forjado no fogo, mas é a mesma de que fala S. Paulo: “Tomai a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; orando em todo o tempo com toda a oração e suplica no Espírito.” Efésios 6:17. “É com ela que lutamos contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” Efésios 6:11, 12. Isto só pode tornar-se realidade, fazendo-se uso correto da pura e sã doutrina. Enquanto os cristãos subestimarem isto, por mais igrejas que se levantem, andarão sempre fazendo de conta que são, aquilo que na realidade não são: verdadeiros cristãos.

Termino este texto, com as palavras do Filho de Deus: “A minha doutrina, não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo.” João 7:16, 17.

A temática doutrinária, é de suma importância. E ao reflectir sobre o assunto visualizava em minha mente inúmeros versículos bíblicos com ele relacionados. Longe de pensar, que o salmo do Pastor, tivesse algo a ver com os princípios básicos da santa doutrina, ele apareceu entre os meus pensamentos, impondo-se, querendo ocupar o seu lugar nesta matéria.
O Salmo 23, ganhou com toda a justiça popularidade no meio cristão. É um salmo confortador, símbolo do cuidado e protecção de Deus, para com aqueles que são seus. Longe de ser um compêndio doutrinário, ele fala-nos poeticamente de verdades essenciais, que ao descurá-las, o crente em Deus, põe em risco a sua alma.
Devo dizer, que em primeira análise, doutrina é tudo o que é objecto de ensino e disciplina. Não pode nem deve ser falsificada. Não deve ser aplicada segundo o critério e vontade humana. Não é facultativa, é tema obrigatório, jamais deve ser omitida, é como negar pão ao faminto, pura crueldade.
Ao conversar com alguns cristãos, tenho observado que muitos nem sabem o que é doutrina, outros confundem-na com algo que eu nem sei como definir, e ainda outros dizem-me o seguinte: o importante é crer em Jesus Cristo, doutrina, cada um prega na sua igreja o que achar melhor. Não sei o que deva chamar a isto: se ousadia ou pura ignorância.
Como se pode alimentar o rebanho do Senhor e protege-lo das ciladas do diabo, se não fizermos uso da pura e santa doutrina, que para nós é como pasto verdejante e manancial de águas tranquilas? É ela quem nos guia pelas veredas da justiça, cujo fim é a vida eterna.
Ao descurá-la, muitos andam pastando em baldios, ingerindo pasto nocivo, e vivendo à mercê do inimigo.
Doutrina é algo sério, mas não complicado, costumo dizer que ela é quadrada, não que seja ultrapassada ou antiquada, mas simplesmente que a mesma é inalterável, não pode ser moldada aos nossos tempos, nem segundo as conveniências dos homens. Ela é por natureza: concisa, específica, objectiva e explícita. Não posso, nem tenho autoridade, para ensinar seja o que for como eu quero, doutrina simplesmente não é elástica. Um pequeno desvio e logo ponho em risco não só a minha alma como a daqueles que me ouvem.
Jesus disse algo em relação aos fariseus, que nos deveria fazer pensar: “São condutores cegos: ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.” Mt 15:14. Claro está, que Jesus não se referia à cegueira física, nem a um buraco no meio do caminho. Referia-se obviamente a falsos ensinos que inevitavelmente conduzem à perdição eterna. Disse mais: “mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.” Mt 15:9.
O apóstolo S. Paulo tinha uma preocupação, toda ela especial com a doutrina do seu Senhor, escreve ele o seguinte: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina, persevera nestas coisas; porque fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” I Tm 4:16. Conjuro-te, pois diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há-de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes, a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina:” porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores, conforme as suas próprias concupiscências; a desviarão a muitos da verdade.” II Tm 4:1-4. “Tu porém, fala o que convém à sã doutrina. Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de vós.” Tito 2:1, 7, 8. O principal objectivo da doutrina pura e imaculada: “é que sejamos edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual, todo o edifício, cresce para templo santo no Senhor.” Efésios 2:20, 21.
Por conseguinte, doutrina é toda a verdade básica, que todos os cristãos devem crer, independentemente da sua cor religiosa, caso contrário apenas envergonham o Senhor da glória. Disse Jesus: “Aquele que tem os meus mandamentos, e os guarda, esse é o que me ama … e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.” João 14:21, 23. “A mesma também nos serve de vara de correcção, corrigindo nossas vidas pecaminosas, disciplinando-nos como verdadeiros filhos de Deus. Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho.” Hb 12:6.
O rei David ao escrever o salmo 23, ele conhecia muito bem o significado, da vara e do cajado, pois na sua juventude ele fora pastor de ovelhas. Com a vara as conduzia e com o cajado, aquele bordão encurvado numa das extremidades, salvava toda aquela ovelha que caísse em algum abismo. Quando já adulto, este nobre homem, deixou-se levar pela cobiça, e cometeu adultério com a mulher do seu próximo e o matou. Como consequência dos seus actos, a vara do Senhor, pesou muito sobre ele, para sua correção e salvação. Por isso podia dizer: “a tua vara e o teu cajado me consolam.”
Deveríamos cuidar tão bem da doutrina, como Adão cuidava do jardim de Deus, pois ela é a nossa árvore da vida, cujas folhas, são cura para as nações e o seu fruto o regalo dos fiéis. É o nosso Éden. Se não cuidarmos da doutrina, virá o diabo e semeará o joio em nossos corações e mentes, e sufocará a seara do Senhor, por fim secará e será lançada no fogo. Por vezes gosto de usar a seguinte ilustração: veneno pode matar-nos o corpo, mas falsa doutrina leva-nos inevitavelmente ao inferno.
Creio que entre cristãos, pode muito bem haver lugar para a diferença, mas jamais poderá haver divergência doutrinária. Não há lugar para duas doutrinas, caso isso aconteça, a segunda é do diabo. Há um só Deus, também uma só doutrina. Em questões externas, podemos muito bem nos diferenciar, não é isso que faz de nós, bons ou maus cristãos. Mas aquilo que cremos, confessamos e praticamos é que dita as regras.
Adão e Eva ao darem ouvidos ao inimigo, puseram em causa a pura doutrina do Senhor, que lhes assegurava a vida eterna, ao transgredi-la acarretaram consequências nefastas, não só para eles mesmos, como para toda a humanidade, e até mesmo para o Filho de Deus.
Tenho observado, que os cristãos do tempo presente estão muito mal nutridos, por negligenciarem o sólido mantimento doutrinário. Os sermões que se pregam, na sua maioria são futilidades. Aposta-se muito em curas, milagres e dons espirituais, sem se questionar a sua origem, ou até mesmo a fraude, no entanto despreza-se a santa doutrina. Na atualidade, o diabo está como nunca esteve, para além dos demónios que o servem, ainda tem muitos colaboradores cristãos, que trabalham para ele gratuitamente, fazendo de Jesus mentiroso.
Disse Jesus: “Quem crer e for baptizado será salvo.” Mc 16:16.
Dizem os tais: “o baptismo não salva! O baptismo destina-se aos salvos!” Dizem mais: “o baptismo, é um acto público em que damos testemunho de uma conversão e entrega a Cristo, que já aconteceu!” Isto é apenas um exemplo entre muitos, não vou deter-me agora a enumerá-los todos para não maçar nem criar confusão. Mas o facto é que a igreja do Senhor, tem muitos lobos infiltrados, disfarçados de ovelhas.
Os milagres e as curas, Deus os opera segundo a sua soberana sabedoria, no momento oportuno para promover a sua glória, sem que seja necessário que o forcemos. Quanto aos dons espirituais, ele os reparte e cada um para aquilo que for útil e não para promover o ego de quem quer que seja. Mas quanto à doutrina, fala-nos ternorosamente pela boca de Moisés: “Goteje a minha doutrina como a chuva, destile o meu dito como o orvalho, como o chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva.” Dt 32:2.
Estas palavras me sensibilizam muito, posso ver nelas o quanto o bom Deus nos quer bem. Também em tom de lamento, disse certo dia Jesus: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das suas asas, e tão não quiseste.” Mt 23:37. Este é o trabalho da doutrina sã, ajuntar e proteger os filhos de Deus, para que jamais se possam perder e cair nas garras do inimigo.
O mundo vai de mal a pior, e a igreja está deixando-se levar pelos novos ventos do ecumenismo, em nome da paz.
Em termos doutrinários, não se pode falar de paz. Que consenso há entre a luz e as trevas? Que harmonia pode haver entre cristãos, Judeus e islâmicos? Na verdade são todos monoteístas, creem num único Deus, mas rejeitam o Filho que Ele enviou. Disse Ele: “ se não crerdes que eu sou, morrereis nos vossos pecados.” João 8:24. Quanto à paz disse Jesus: “Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.” Mt 10:34. A espada de que Jesus fala, não se trata de um bocado de aço forjado no fogo, mas é a mesma de que fala S. Paulo: “Tomai a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; orando em todo o tempo com toda a oração e suplica no Espírito.” Efésios 6:17. “É com ela que lutamos contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” Efésios 6:11, 12. Isto só pode tornar-se realidade, fazendo-se uso correto da pura e sã doutrina. Enquanto os cristãos subestimarem isto, por mais igrejas que se levantem, andarão sempre fazendo de conta que são, aquilo que na realidade não são: verdadeiros cristãos.
Termino este texto, com as palavras do Filho de Deus: “A minha doutrina, não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo.” João 7:16, 17.


quarta-feira, 29 de julho de 2015

O livro de Deus

A Bíblia Sagrada é o livro de Deus. Embora a assinatura do seu Autor não se faça constar no exterior de sua capa, no seu interior lemos o seguinte: “Nenhuma profecia da Escritura sagrada é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram, inspirados pelo Espírito Santo.” II Pedro 1:20, 21.
Não deve ser lido como um livro comum, especialmente pelos cristãos. Seu conteúdo é sagrado, não é fruto da imaginação humana, mas sim a expressa vontade de Deus.
O seu texto é puro, é completo e perfeito, não tem lacunas nem contradições. Interpreta-se a si próprio, sem que seja necessário outra literatura auxiliar, pois sua linguagem é espiritual e só pode ser entendido com o auxílio do Espírito Santo, comparando coisas espirituais com as espirituais. Procedendo de outra forma incorre-se em engano e grave erro.
Neste santo livro, o dócil cristão, sacia sua alma, encontrando nele ânimo e razão para esta vida e a garantia de que a morte não é o fim de tudo, mas apenas de uma etapa, sendo a ressurreição um facto para todo aquele que segue fielmente a Jesus Cristo.
Apesar de a Bíblia ter sido escrita por vários escritores em diferentes épocas e com os mais diversos níveis de cultura, o seu único autor é o Deus Altíssimo e deve ser entendida como um todo e não como uma manta de retalhos. Sua divina inspiração, a torna palavra viva e portadora de vida que transcende os limites da morte.
Todo o cuidado é pouco, para sua correcta interpretação, é necessário que se observe algumas regras simples e básicas, pelas quais nos devemos reger, para que não surgem dogmas e heresias que afrontam o Deus Todo-Poderoso.
Infelizmente este tesouro precioso, muitas vezes tem andado em mãos erradas, de homens sem escrúpulos, que fazem dela uso e abuso, apenas para proveito próprio, mas os tais não ficarão impunes, pois o Senhor vela pela sua palavra.
O livro de Deus, contém narrativas que nos transcendem e como nossa mente não as consegue conceber, parecem-nos histórias mitológicas, especialmente o relato da criação de todas as coisas. Alguns teólogos têm enorme dificuldade em aceitar literalmente tais factos e quando estão perante evolucionistas vacilam, dizendo que o que está escrito em génesis, é apenas uma tentativa de explicar como terá sido o início de todas as coisas. Uma atitude assim seria aceitável, se o autor das escrituras sagradas se chamasse António Barcelos, pois ele não é Deus e como tal, somente tentaria arranjar alguma explicação lógica, que no mínimo pudesse justificar nossa existência.
A grande relutância em relação ao livro sagrado, creio que não consiste no facto de ele ser dificultoso de se entender, mas sim em o aceitar como verdade absoluta.
Alguém disse: “a Bíblia não necessita de grandes teólogos para a interpretar, mas sim de uma criança para a aceitar.” Na verdade isto é uma forma de simplificar a coisa, mas não deixa de ter o seu quê de verdade.
Ao escrever os meus textos preocupo-me especialmente, com aqueles que são cristãos, pois gostaria que todos nós fôssemos unânimes, de um mesmo parecer, crendo uma mesma coisa, apesar das diferenças denominacionais.
Há um só Deus, o Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, sendo a sua santa palavra a Bíblia, a qual foi escrita por homens inspirados pelo Espírito Santo. Não é um livro de fábulas nem de histórias de encantar, nele tanto está registado os grandes feitos do Senhor através dos seus servos, assim como os pecados e fraquezas dos mesmos.
Para um bom e correcto entendimento das escrituras, jamais devemos isolar trechos do seu contexto, isso pode alterar todo o seu sentido. Também não devemos tentar dar uma outra explicação a determinada afirmação bíblica, quando nossa razão e lógica não a aceita, todo o nosso entendimento deve estar subordinado ao entendimento de Cristo e ao Espírito de verdade que procede do Pai e do Filho, pois somente ele está qualificado para nos instruir em toda a verdade e relembrar tudo aquilo que por Cristo já foi falado, a ele também cabe a tarefa de convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo.
O livro de Deus, é um livro espiritual, com linguagem espiritual e que trata de assuntos espirituais, mas reais, que somente quem é espiritual os consegue entender, porque os mesmos se discernem espiritualmente e usar outro tipo de literatura ou conhecimento como auxiliar para o interpretar, pode ser benéfico, mas também muito perigoso. Certo dia assisti ao lançamento de um livro de teólogo conceituado, que fez uso de mitologias pagas, para tentar explicar determinadas narrativas bíblicas concernentes ao nascimento e infância de Jesus, que segundo ele, apenas constam para dar um sentido religioso ao evidente e incontestável facto, que é o nascimento de Jesus, quando na verdade deveria proceder ao contrário, fazer uso das escrituras sagradas para poder compreender o estado lastimável em que vive toda a humanidade.
O grande livro de Deus, está dividido em duas partes distintas: Velho Testamento e Novo Testamento, não podemos aplicar o que lá está escrito de qualquer maneira, temos que saber fazer distinção entre lei e evangelho, entre lei cerimonial e lei moral, qual o propósito de ambas e o seu enquadramento. Não basta pregarmos dizendo “está escrito”, é necessário sabermos porque está escrito. A igreja de Cristo deveria ser uma autêntica escola, onde todos deveriam chegar a ser mestres. Escreve S. Paulo a Timóteo: “Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá.” I Tm 4:13. Também noutra epístola está escrito: “Porque, devendo já ser mestres, pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus, e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento.” Hb 4:12. Com tudo isto quero dizer, que os cristãos deveriam ser uma comunidade de pessoas instruídas. Mas infelizmente o analfabetismo espiritual supera em grande escala o analfabetismo secular.
Vêem-se mais condutores cegos a guiar estupidamente outros cegos, do que alguém com um rasgo de luz que possa guiar o rebanho do Senhor nas veredas da justiça e da verdade.
Gostaria agora de debruçar-me um pouco sobre o apocalipse, livro este que encerra as escrituras sagradas. É um livro complexo de se entender, todo ele foi escrito em código para poder circular dentro do império romano da época e só os cristãos da altura o entendiam. No nosso tempo tem sido muito especulado, e interpretado em alguns pontos literalmente e isoladamente, o que tem levado muitos a deturparem sua mensagem. Para bem se entender este livro é necessário conhecer-se bem as suas simbologias: existem números simbólicos, figuras simbólicas, cores simbólicas, animais simbólicos, medidas simbólicas, etc. Para além de tudo isto ele tem que se encaixar harmoniosamente com o restante das escrituras e interpretado por elas, caso contrário a verdadeira mensagem bíblica fica comprometida.
Com relação ao livro de Génesis, em especial do capítulo 1 ao capítulo 3:19 passa-se o oposto, o que ali está contido, só pode ser entendido de forma isolada, pois trata-se de uma outra realidade, onde tudo era perfeito, não havia a mácula do pecado, no relacionamento entre Deus e homem não havia qualquer tipo de obstáculo.
Se não tivermos isto em conta, acabamos por ter uma ideia irreal de quem é Deus e de interpretarmos de forma simbólica aquilo que devemos levar á letra.
Neste presente texto, não pretendo desvendar os mistérios ou enigmas que compõem estes dois magníficos livros, um começa e o outro encerra o grande livro de Deus, mas certamente, no futuro terei oportunidade para o fazer.
Minha preocupação presente, é de que o leitor possa ter o mínimo de informação e conhecimento de como interpretar as escrituras sagradas e de como julgar aquilo que escrevo, pois também sou humano e por isso mesmo falível, não pretendo ser mais um deturpador do livro de Deus, mas o correcto conhecimento do mesmo, corrigirá nossas mentes e vidas deturpadas. Escreveu também S. Paulo: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimentais qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rom: 12:2. Isto só pode acontecer se fizermos do livro de Deus uma prioridade em nossa vida.
Não basta crermos em Deus, os demónios também o creem e estremecem, no entanto estão condenados. A Bíblia não contém coisas importantes para a nossa salvação e outras menos importantes para a mesma, toda ela foi escrita para a nossa salvação e por causa dela, é necessário que conhecemo-la bem e que tenhamos o conhecimento correcto do seu Autor e de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Gostaria agora, de apenas levar o leitor a considerar mais alguns pormenores, para que ao estudar a Bíblia possa ter o melhor aproveitamento. Lamento dizê-lo, mas é útil que o faça, apesar de a Bíblia ser a santa palavra de Deus, temos que ter cuidado, com o tipo de Bíblia que possuímos.
Existem Bíblias para todos os gostos: Bíblia de estudo, Bíblia do líder cristão, Bíblia do líder pentescostal, Bíblia da mulher, etc.
Não condeno o texto que é divinamente inspirado, mas contém comentários que na maioria dos casos são autêntico veneno. É preferível possuir uma Bíblia simples, um bom dicionário da língua em que nascemos e também se possível uma concordância bíblica. A par disto, a oração é um bem essencial e o auxílio do Espírito Santo.
Também é imperioso que se tenha todo o cuidado com alguma literatura dita cristã, apesar do carisma dos seus autores, seu conteúdo está viciado. Vivemos tempos difíceis, consequência da liberdade religiosa, os falsos profetas se têm multiplicado e arrastado multidões para as trevas, usando o bom nome de Cristo e o Santo livro de Deus. É urgente que usemos de prudência como aqueles habitantes de Bereia, que ao ouvirem Paulo e Silas pregar, a cada dia examinavam nas sagradas Escrituras se aquilo que diziam era mesmo assim. Actos 17:11.


quarta-feira, 25 de março de 2015

Sinfonia no calvário

A agitação e a euforia cessaram, reinava agora um ensurdecedor silêncio. Todos estavam expectantes ao ouvirem os últimos sons de martelo sobre cravos, que iriam marcar o ritmo da mais bela sinfonia, que já alguma vez, se conseguiu escutar sobre a face da terra.
O palco fora montado no monte calvário, e o grande maestro, estava no alto de uma tribuna, de braços abertos e coroado de forma singular. O seu entusiasmo era visível através de grossas gotas de suor e sangue que se misturavam através do seu rosto, estava tão ansioso por causa do desenrolar dos acontecimentos. Ele mesmo era o executante, conhecia e manejava com perícia todo o tipo de instrumentos.
Na sua pauta, simplesmente havia lugar para a clave do amor, e a nota predominante era o perdão, todas as outras se lhe seguiam naturalmente por toda a escala, sem um único desafino.
Nunca se ouvira em toda a terra tão bela melodia, o chão tremeu e o céu se comoveu, até os mortos saíram dos seus sepulcros para a ouvir.
Por fim o grande maestro, bradou com grande voz e exaustão, expirando, inclinou a cabeça em sinal de vénia, perante todos aqueles que o observavam. Desceram-no em braços, partira para o seu Pai, com a promessa de um dia voltar.


Feliz Páscoa

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O segundo grande mandamento

Como devemos amar? A quem devemos amar? Qual a diferença do amor de Deus, e o conceito humano do que isso é?
Roberto Carlos, numa de suas canções, ele diz: que paixão é adrenalina, amor é outra coisa. Mais do que nunca, hoje vive-se debaixo de adrenalina, confunde-se amor com paixão, e quando ela se apaga, na maioria dos casos, não resta mais nada, o amor parece nunca haver existido, prevalece depois a mágoa, o ódio, o rancor, a acusação, a incompreensão, etc.
Segundo as escrituras, só Deus é amor. É um elemento que não faz parte da natureza humana, só amando como Jesus amou, seremos perfeitos em amor. Quanto aos alvos desse amor, Jesus muito nos ensina e o apóstolo S. Paulo muito nos fala de suas características.
No conceito do mestre dos mestres, os inimigos são para se amar, pois são infalíveis companheiros de jornada, carecem de nós para que suportemos suas afrontas, quando nos maldizem, apreciam o nosso louvor, quando nos maltratam, esperam de nós o bem, e quando nos perseguem, as orações dos justos podem muito em seus efeitos. Precisam de nós para que caminhemos com eles a segunda milha, quando nos esmurram o rosto, devemos oferecer-lhes a outra face, afim de que em todas as situações, possamos ser uma oportunidade, para que no último momento possam-se redimir. Agindo assim, seremos tão perfeitos, como perfeito é o nosso Pai que está nos céus.
Se somente amamos os que nos amam, e unicamente saudamos os que nos saúdam, em que somos diferentes dos demais? Devemos proceder como filhos de Deus, recompensando o mal com o bem, porque Ele faz com que o seu sol se levante sobre maus e bons, e que a chuva desça sobre justos e injustos.
Em relação aos amigos, creio que os não devemos esquecer, mesmo que se façam presentes somente nas melhores ocasiões.
Quem tem uma esposa, possui um bem precioso, pelo marido deve ser acolhida como dádiva de Deus. Assim como o nosso corpo quando nos causa dor e sofrimento, nós o protegemos e cuidamos, da mesma forma, devemos ter em atenção, aquela que é osso dos nossos ossos e carne da nossa carne. Como retribuição, deve a esposa ser sujeita ao seu marido, como ao Senhor, pois ele lhe foi posto como cabeça, assim como Cristo é o cabeça da igreja.
Honrar pai e mãe, é dever de todo o filho temente a Deus, devem-lhes obediência, porque isto é justo. Acompanhado de promessa está este mandamento do altíssimo, para que tudo lhes vá bem e vivam muito tempo sobre a terra. Aos pais cabe-lhes não provocar os filhos à ira, mas criá-los na sã doutrina e admoestação do Senhor.
Pelos irmãos, devemos estar preparados para dar a vida se necessário for, especialmente por aqueles que nos são irmanados pela fé em Jesus, não os devemos acusar, porque essa é tarefa do diabo, antes devemos levar as cargas uns dos outros, porque assim cumprimos a lei de Cristo, porquanto a todos nos comprou com preço de sangue.
Não quero esquecer o nosso próximo, são todos aqueles já anteriormente mencionados: os inimigos, os amigos, as esposas, os maridos, os filhos, os nossos pais e os irmãos.
Devemos amá-lo como a nós próprios, disse Jesus. Porque este é o segundo grande mandamento, semelhante ao primeiro que diz o seguinte: Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Pois, destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas.
Quem pode ser o nosso inimigo? Unicamente o nosso próximo: os amigos, as esposas, os maridos, os filhos, os nossos pais e os irmãos.
Os amigos se atraiçoam, as esposas podem ser infiéis, os maridos podem usar de violência, os pais abusarem de autoridade, os filhos desonram seus pais desobedecendo-lhes e os irmãos podem-se acusar ferozmente. Para além de tudo isto, e por causa do bom nome de Cristo, pais estarão contra os filhos, e os filhos contra os pais; as mães contra as filhas, e as filhas contra as mães; as sogras contra as noras, e as noras contra suas sogras. Assim se cumpre o dito de Jesus: que os inimigos do homem, são os da sua própria família. Alvos de redobrado amor, são todos eles, porque esta é a vontade do Senhor. Quem não ama ao seu próximo, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?
Todo aquele que com amor não procede, é semelhante ao metal que soa, ou como o sino que tine. É apenas um sepulcro caiado, ou uma cana agitada pelo vento, um hipócrita e inimigo de Cristo, que a todos amou incondicionalmente.
O amor é sofredor, é benigno, não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não se alegra com a injustiça, mas sim com a verdade, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha, e de todos os frutos do Espírito, ele é o maior, contra tal não existe lei.
O que verdadeiramente ama a Deus, nega-se a si próprio, carrega sua cruz, segue fielmente a Jesus, a ninguém é pesado e mostra o Seu amor aos outros.

Disse Jesus: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” João 13:35.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Por um Natal de verdade

A história do Natal, está muito longe de se poder considerar uma lenda, um conto fantasiado, ou uma mentira bem-intencionada. Também não é uma narrativa fabulosa de origem popular, relatando proezas de um Deus mitológico.
Há algum tempo atrás ouvi alguém dizer: “o único facto histórico do Natal, é o nascimento de Jesus, e todos os restantes relatos bíblicos relacionados com a infância do menino, são uma tentativa dos escritores, darem um sentido religioso a esse facto.”
Cada teólogo é livre de opinar seja o que for, mas todo aquele que estuda as sagradas escrituras e sobre o seu Autor, aconselho que faça uso de prudência, disse Jesus: “Mas eu vos digo que, de toda a palavra ociosa que os homens disserem, hão-de dar conta no dia do juízo. Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado.” MT 12:36, 37.
Nada consegue dar-me maior gozo, do que estudar a santa palavra de Deus, conhecer a Jesus Cristo seu único Filho e falar de toda a verdade que Ele representa, pois disse Ele: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6. Estou consciente da responsabilidade que isto acarreta, tenho que medir bem as minhas palavras, para que não sejam frívolas e irresponsáveis. Já tenho observado cristãos a discutirem e a debaterem-se pelas suas convicções, não os censuro de todo, também em algumas ocasiões fiz algo idêntico, hoje limito-me a falar ou como neste caso a escrever sobre elas.
Estamos em tempo de Natal, é uma festa que consegue mobilizar todas as classes sociais, raças e os mais variados credos religiosos de origem cristã. Quero salientar que apesar da magia envolvente de toda esta época, esta festividade não é bíblica, os cristãos dos primeiros séculos não a celebravam, mas isso não invalida a veracidade dos factos narrados. E é de todo justo que a dada altura a igreja tenha decidido comemorar o nascimento, ou a encarnação do ser mais excelso de todo o universo.
Já são decorridos alguns séculos, desde que tudo começou, o Natal tem vindo a degenerar-se, passou a ser uma festa que em muito favorece o comércio, e está tão desvinculada do seu sentido cristão original, que até mesmo políticos ateus confessos, conseguem fazer passar as suas mensagens de Boas Festas através dos órgãos de comunicação social.
O que dizer daquele personagem de fato vermelho e barbas brancas que é o encanto das crianças, é o mito que se desloca no espaço, num trenó puxado por renas a fim de deixar as prendas através das chaminés nos sapatinhos dos meninos bem comportados, roubando desta forma a honra não só a Deus que tudo concede, como também aqueles pais que durante o ano inteiro trabalharam arduamente para ganharem o sustento da família e naquele dia lembrado presentearem os seus filhos com algo diferente. O Natal para ser mágico não necessita de estar envolto por mitos, lendas e mentiras por mais inocentes que pareçam. A magia do Natal foi muito bem expressa pela multidão dos exércitos celestiais, que em louvor diziam: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens.” Lc 2:13, 14. Isto quer dizer que Deus em sua misericórdia, em vez de condenar o mundo por causa dos seus pecados, decidiu oferecer o seu único Filho para o poder resgatar.
O Natal também ganhou o estatuto de festa da família. Eu pergunto: desculpem-me, mas o Natal é a festa de quem? Eu ficaria muito triste, se no dia do meu aniversário, a minha casa estivesse cheia de gente, e fosse eu o único elemento não convidado. Infelizmente na maioria dos casos o Natal de hoje é apenas isto: na grande noite famílias inteiras reúnem-se em volta de uma mesa, bem recheada de todas as iguarias, comem, bebem, folgam, trocam prendas mas esquecem-se do aniversariante. Faço outra pergunta: quantas famílias na noite de Natal, antes de se banquetearem, fazem um pequeno discursos relembrando o aniversariante ou no mínimo uma oração de ação de graças?
Sou pai, meus filhos hoje já são adultos, mas quando crianças, por causa das dificuldades da vida, tanto eu como a minha esposa, nem sempre lhes pudemos comprar o que gostariam de possuir, muitos dos brinquedos da infância deles, eram de segunda mão, oferecidos por amigos nossos que tinham filhos mais velhos, mas do melhor que possuíamos investimos neles com todo o empenho, como o semeador quando lança a semente à terra e espera colher dela o seu fruto. Eram bem crianças, ainda nem sabiam ler, gostavam muito de sentarem-se no meu colo enquanto eu preparava alguns estudos bíblicos, e assim começaram a familiarizarem-se com o conteúdo sagrado, foi-lhes ensinado o catecismo e do melhor que sabíamos tudo lhes foi transmitido até hoje.
Os nossos filhos não são os melhores do mundo, mas são tudo aquilo que investimos neles, por isso no mínimo são tão imperfeitos quanto os seus pais.
O mundo pode ser muito bem melhor, se todos nós investirmos nos nossos filhos tudo aquilo que é verdadeiro, puro, santo e agradável a Deus. Façamos como o criador do universo, Ele investiu o melhor que possuía o seu Filho único para que pudéssemos ter esperança.

Natal é sobretudo mensagem de esperança, amor, perdão de pecados e de vida eterna. Que possamos neste ano fazer de Jesus o centro das atenções, que as famílias possam reunir-se à volta da mesa não desprezando o mais importante elemento da festa, o Emanuel, que quer dizer: “Deus connosco.” MT 1:23.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O terceiro advento

Em texto anterior, referi-me aos dois grandes adventos históricos, sendo que o primeiro deles, teve como evento o nascimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Tal acontecimento não só marcou a história como também a dividiu.
Quanto ao segundo advento, será a conclusão de toda a história da humanidade, Jesus não mais surgirá como menino deitado numa manjedoura, mas virá com poder e grande glória, operará juízo, e retribuirá a cada um segundo as suas obras, quer sejam boas ou más. Todo o olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram, todo o joelho se dobrará diante de Sua majestade e toda a língua confessará a Deus, de tal maneira que, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.
Quero usar este tema, para falar de algo a que lhe chamo de terceiro advento, quanto a mim não menos importante que qualquer dos outros, não tem nada a ver com eventos que marcam etapas da história universal, mas sim tem tudo a ver com aquilo que marca e divide a história de cada um de nós.
Jesus faz-nos o seguinte convite: “Eis que estou à porta, e bato: se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” Apoc 3:20.
O grande mestre da Galileia, antes de ascender aos céus disse aos discípulos que estaria connosco até à consumação dos séculos, também disse durante o seu ministério terreno, que onde estivessem dois ou três reunidos em seu nome, que estaria no meio deles.
Isto é algo que não está ao alcance dos nossos olhos, nem a qualquer um dos nossos sentidos físicos, tudo acontece de forma real no campo espiritual e o cremos pela fé que nos foi concedida pelo misericordioso Deus, pois suas promessas são infalíveis.
Sendo que o termo advento significa chegada ou vinda, neste sentido, Deus quer vir a nós de forma real consciente e contínua, e para tal, Ele usa alguns meios que nos são dispensados por sua graça para que esse acontecimento se torne palpável e facilmente perceptível sua presença.
Um dos meios através do qual Deus vem a nós é sem dúvida alguma sua santa palavra, disse Jesu: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.” João 14:23. Também afirmou o Apóstolo Pedro: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. Por isso, e para tanto, faz-se necessário que possuamos um exemplar das sagradas escrituras e participemos regularmente de um verdadeiro culto cristão.
O Senhor Jesus também vem até nós através dos sacramentos quando devidamente ministrados, lamento muito que alguns ministros eclesiásticos afirmem, que estes meios, são meras ordenanças que nos compete obedecer, mas que em si mesmas não têm qualquer virtude, não nos conferindo qualquer tipo de bem ou mal. Estou a referir-me especificamente ao Santo Baptismo e Ceia do Senhor. Jesus, considerou o baptismo de João como sendo do céu, Lc 20:4-6 e como tal, do céu só poder vir virtude e bênçãos, a graça do bondoso Deus para nos purificar de todos os nossos pecados. A solenidade de tal acto é de tão suma importância, que o Deus triuno faz questão de se fazer representar, disse Jesus: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.” MT 28:19.
Algumas comunidades cristãs enfatizam muito o facto de as pessoas terem um encontro pessoal com Deus, mas se eu desclassificar o baptismo, como posso encontrar conforto nas palavras de Jesus quando diz: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” MT 11:28. Se o bom Mestre não está a falar do cansaço e opressão física, certamente está a referir-se ao pecado e domínio de Satanás.
O apóstolo S. Pedro no dia de Pentecostes disse o seguinte: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.” AT 2:38. A partir deste ponto podemos muito bem encaixar as restantes palavras de Jesus em Mateus: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” MT 11:29-30.
Não quero alongar-me mais em matéria de baptismo, pois sobre esta doutrina espero vir a escrever de forma exaustiva para que não haja margem para contradições e não lance ninguém em confusão. Neste momento basta-nos saber isto: que o Deus triuno, no acto do baptismo trata com cada um de nós de forma pessoal, recrutando-nos para fazer parte do Seu Reino. Quanto à ceia do Senhor, ou sacramento do altar, o Senhor Jesus vem até nós oferecendo o seu próprio corpo sacrificado para perdão dos nossos pecados. Alguns cristãos atribuem a este evento mero simbolismo e memorial daquilo que Cristo fez por nós. No entanto o apóstolo S. Paulo diz-nos na I epístola aos coríntios: “que ao tomarmos o pão comungamos o corpo de Cristo e ao bebermos do cálice temos comunhão com o seu sangue… qualquer que comer o pão, ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Porque, o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor.” Sei que para nossa mente racional é difícil compreender as realidades espirituais, vivemos limitados pelo corpo do pecado, mas o grande apóstolo dos gentios diz que o homem espiritual discerne tudo bem, mas de ninguém é discernido, ocupa-se com as coisas que são de cima, e não com as que são da terra, comparando as coisas espirituais, com as espirituais, já ressuscitou com Cristo, é uma nova criatura, vive por fé, prosseguindo para o alvo, pelo prémio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
No primeiro texto de referência o Senhor Jesus está-se dirigindo à igreja de Laodicéia Apoc 3:14-22. Seu descontentamento é absoluto, Ele conhece de perto as suas obras, o comportamento desta igreja não era quente nem frio, sua mornidão provocava vómitos ao seu Senhor, considerava-se rica, de nada tendo falta, não sabendo que era desgraçada, miserável, pobre, cega e nua. Sua conduta era tal que Jesus já não fazia mais parte daquela comunidade. Ele agora estava do lado de fora, novamente batendo à porta, esperando que alguém ouça sua voz, a reconheça, e de novo se abra para Ele.
O Senhor Jesus parece ser duro com esta sua igreja, mas Ele diz o seguinte: “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo… Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo, no meu trono, assim como eu venci, e me assentei com meu Pai, no seu trono.

Advento não tem sentido, se a cada momento Deus não vem a nós renovando nossas vidas e revestindo-nos de uma nova esperança duradoura. O natal não tem razão de ser, se o menino de Belém não é o centro das atenções. Seu nascimento foi sem igual, sua vida incomparável, sua morte abalou o universo e a sua ressurreição tem tanto de improvável como de inegável, é uma realidade única, que só a fé a pode abraçar.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Minha oração a Jesus


Senhor Jesus, hoje não quero chorar. Muitas vezes caminho pelo vale tenebroso, carregando minha cruz.

Tantas outras, sinto-me num deserto sem oásis, rugindo como leão o tentador.

Ajuda-me a ouvir a tua voz no silêncio.

A ver tuas pegadas na areia enquanto me carregas ao colo.

Quero sentir alegria no raiar do novo dia e dar-te graças por aquele que terminou.

Dá-me aptidão para responder sempre com mansidão e temor, a qualquer que me pedir a razão da esperança que há em mim. Amo-te Senhor.